Uma Análise Preliminar de Risco (APR) bem executada é fundamental para o manejo de árvores seguro e produtivo.

Uma abordagem cuidadosa e detalhada ajuda a prevenir acidentes e a otimizar os recursos utilizados, garantindo assim uma maior eficiência nas operações.
Elaborar uma análise preliminar de risco (APR) ao podar e cortar uma árvore envolve uma variedade de fatores que interferem na atividade, cujo objetivo é garantir a segurança, a eficiência e o atendimento as legislações e normas.
É nesta etapa da atividade do manejo florestal que a equipe e todos os demais envolvidos realizam uma inspeção detalhada do local, onde se avaliam os riscos presentes para que a partir dessas constatações ocorra o bloqueio desses riscos, através de um bom planejamento.
Na sequência é listado os principais pontos a serem levantados e considerados na elaboração de uma APR eficaz.
1. Inspeção do ambiente: analisar a topografia e acessos, identificando possíveis obstáculos, terrenos irregulares, inclinações acentuadas e possíveis fontes de risco, como linhas de energia, edificações e demais obstáculos e infraestrutura.
2. Aspectos legais: obter todas as licenças e autorizações necessárias antes de iniciar o trabalho, garantindo assim que todas as atividades de poda e corte de árvores, bem como o uso e transporte das máquinas estejam em conformidade com as leis locais e regulamentações de segurança e ambientais. Cumprir todas as normas e regulamentos de segurança aplicáveis ao manejo de árvores. Garantir que os trabalhadores sejam treinados adequadamente para o uso seguro das máquinas, ferramentas e equipamentos, bem como nas técnicas de poda e corte.
3. Condições climáticas: Considerar as condições climáticas, como vento, chuva, nevoeiro, que podem aumentar os riscos durante a poda ou corte. Falta de visibilidade também devem ser observados, principalmente se a atividade for realizada a noite.
4. Análise da árvore e vegetação adjacente: Avaliar o estado de saúde da árvore, inspecionando para verificar a presença de doenças, pragas, cavidades, podridões e estabilidade geral. Da mesma forma avaliar a dimensão e a estrutura da árvore, incluindo a inclinação da árvore bem como a distribuição e o peso dos galhos.
5. Inspeção das máquinas, equipamentos e ferramentas: Realizar uma checagem minuciosa nas máquinas a serem utilizadas como motosserra e motopoda, verificando se estão seguras para o manuseio. Da mesma forma conferir se todos os equipamentos de proteção individual estão em perfeitas condições (capacete, óculos, protetores auditivos e de face, vestimenta, luvas, perneiras, calçados). Verificar as condições dos cones, fitas e placas de sinalização, e demais acessórios como cordas e serrotes. Não menos importante verificar a manutenção das máquinas e ferramentas para evitar falhas durante a operação.
6. Planejamento da atividade de corte e poda: planejar a direção da queda da árvore ou dos galhos para minimizar o impacto em estruturas e garantir a segurança dos trabalhadores. Identificar as rotas de fuga durante a derrubada da árvore. Delimitar áreas de perigo e garantir que pessoas não autorizadas estejam fora dessas áreas durante a operação. Planejar a remoção e disposição adequada dos resíduos vegetais gerados.
7. Comunicação: Estabelecer um sistema de comunicação claro entre os membros da equipe durante a operação.
8. Estabelecer procedimentos de emergência: desenvolver um plano de fuga para todos os trabalhadores em caso de situação de risco, incluindo primeiros socorros e contato com serviços de emergência.
Levar em consideração esses fatores ao elaborar uma análise preliminar de risco para poda e corte de árvores é essencial para garantir a segurança dos trabalhadores, proteger a infraestrutura, cumprir as normas legais e minimizar o impacto ambiental. Uma abordagem cuidadosa e detalhada ajuda a prevenir acidentes e a otimizar os recursos utilizados, garantindo assim uma maior eficiência nas operações.
Gabriel Dalla Costa Berger
Eng. Florestal e Seg. do Trabalho
Mestre em Manejo Florestal
gabrielberger.com.br


